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O que ver e visitar em Castelo Branco

Se estás à procura de um lugar para escapar da rotina e conhecer um pouco mais do património português, Castelo Branco é uma ótima opção. Neste artigo, vamos mostrar-te 10 lugares imperdíveis que te vão surpreender pela sua beleza e singularidade. Mas antes de começarmos, queremos fazer-te uma pergunta: sabes qual é a origem do nome Castelo Branco? A resposta pode não ser tão óbvia como pensas. Fica connosco até ao final e descobre a verdadeira história por trás deste nome.

O que ver e visitar em Castelo Branco

Castelo Branco é a capital do distrito com o mesmo nome e situa-se na região da Beira Baixa, junto à fronteira com Espanha. A cidade tem cerca de 35 mil habitantes e é um importante centro económico, cultural e educativo da região. A sua história remonta à época romana, quando era conhecida como Castra Leuca, mas foi no século XII que recebeu o seu primeiro foral e começou a crescer em torno do castelo. Ao longo dos séculos, Castelo Branco foi palco de vários acontecimentos históricos, como as invasões francesas, a guerra civil entre liberais e absolutistas e a criação da diocese em 1771. A cidade conserva um rico património arquitetónico e artístico, que reflete a sua importância e diversidade cultural. Além disso, Castelo Branco está rodeada por uma paisagem natural deslumbrante, onde se destacam as serras da Gardunha, da Estrela e da Malcata, o rio Tejo e o Parque Natural do Tejo Internacional. Se queres saber o que ver e visitar em Castelo Branco, aqui tens 10 sugestões que não podes perder:

Jardim do Paço Episcopal

O Jardim do Paço Episcopal é um dos ex-líbris de Castelo Branco e um dos mais belos exemplos do barroco português. Foi mandado construir pelo bispo D. João de Mendonça no século XVIII, como parte do seu palácio episcopal. O jardim é composto por cinco patamares decorados com esculturas de pedra, fontes, lagos e canteiros de flores. As esculturas representam temas religiosos, mitológicos, heráldicos e zodiacais, bem como os reis de Portugal até D. João V. O jardim é dedicado a São João Baptista, padroeiro da cidade, cuja estátua se encontra na parede do fundo do patamar principal. O jardim é um lugar encantador para passear e admirar a arte e a natureza em harmonia. O horário de funcionamento é das 9h às 18h (no inverno) ou das 9h às 20h (no verão) e o preço do bilhete é de 2 euros.

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Museu Francisco Tavares Proença Júnior

O Museu Francisco Tavares Proença Júnior é o museu mais importante de Castelo Branco e um dos mais prestigiados do país. Está instalado no antigo Paço Episcopal, um edifício do século XVI que foi residência dos bispos da Guarda e de Castelo Branco até ao século XIX. O museu deve o seu nome ao seu fundador, Francisco Tavares Proença Júnior (1883-1916), um arqueólogo e historiador que dedicou a sua vida ao estudo e à divulgação do património da Beira Baixa. O museu possui um acervo variado e valioso, que abrange desde a pré-história até ao século XX. Entre as coleções destacam-se a arqueologia, a pintura, a escultura, a ourivesaria, a cerâmica, o mobiliário e o têxtil. Um dos tesouros do museu é a coleção de colchas de Castelo Branco, um bordado típico da região que se caracteriza pelo uso de seda colorida sobre linho branco, com motivos florais e animais. O museu está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, e o preço do bilhete é de 3 euros.

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Castelo de Castelo Branco

O Castelo de Castelo Branco é o monumento mais antigo da cidade e o seu símbolo maior. Foi construído no século XIII, por ordem do rei D. Sancho II, para defender a fronteira contra os ataques dos mouros e dos leoneses. O castelo tem uma planta quadrangular, com quatro torres nos cantos e uma torre de menagem no centro. A muralha é reforçada por um fosso e por um barbacã, uma estrutura defensiva que rodeia o castelo. O castelo foi palco de vários episódios históricos, como o cerco dos franceses em 1810 e a batalha entre liberais e absolutistas em 1834. Hoje em dia, o castelo está classificado como monumento nacional e oferece uma vista panorâmica sobre a cidade e a serra da Gardunha. O castelo pode ser visitado gratuitamente todos os dias, das 9h às 17h (no inverno) ou das 9h às 19h (no verão).

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Sé Catedral de Castelo Branco

A Sé Catedral de Castelo Branco é a igreja matriz da cidade e a sede da diocese de Castelo Branco. Foi construída no século XVI, sobre uma antiga igreja românica do século XIII, que por sua vez foi erguida sobre uma mesquita muçulmana. A catedral tem uma fachada simples, com um portal renascentista e um nicho com a imagem de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira da cidade. No interior, destacam-se o altar-mor em talha dourada, os azulejos azuis e brancos que revestem as paredes, os retábulos laterais dedicados a vários santos e o órgão de tubos do século XVIII. A catedral alberga também um museu de arte sacra, onde se podem ver peças de ourivesaria, paramentaria, escultura e pintura religiosa. A catedral está aberta todos os dias, das 9h às 12h30 e das 14h30 às 18h30, e a entrada é gratuita.

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Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco é um espaço dedicado à promoção e à divulgação da arte contemporânea na região. Foi inaugurado em 2013 e ocupa um edifício moderno e arrojado, projetado pelo arquiteto Carrilho da Graça. O centro possui três salas de exposição temporária, onde se podem ver obras de artistas nacionais e internacionais nas áreas da pintura, da escultura, da fotografia, do vídeo e da instalação. O centro organiza também atividades culturais como conferências, workshops, concertos e espetáculos. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h30 (no inverno) ou das 10h às 20h (no verão), e o preço do bilhete é de 2 euros.

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Parque do Barrocal

O Parque do Barrocal é um parque urbano que se estende ao longo do rio Ponsul, na zona sul da cidade. É um lugar ideal para relaxar, fazer exercício ou desfrutar da natureza. O parque tem cerca de 40 hectares e oferece vários equipamentos e serviços aos seus visitantes, como um anfiteatro ao ar livre, um parque infantil, um circuito de manutenção, um campo de jogos, um parque canino, um bar e uma cafetaria. O parque tem também uma grande diversidade de flora e fauna, sendo possível observar várias espécies de árvores, flores, aves e peixes. O parque está aberto todos os dias, das 8h às 20h (no inverno) ou das 8h às 22h (no verão), e a entrada é gratuita.

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Museu da Seda

O Museu da Seda é um espaço cultural que pretende divulgar a história e a arte da produção da seda em Portugal, bem como as suas aplicações na biologia e na medicina. O museu é tutelado pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Castelo Branco, que possui a maior produção nacional de seda, feita a partir do bicho-da-seda. O museu está instalado num edifício moderno, junto à sede da APPACDM, e possui cinco salas temáticas, onde se pode conhecer o ciclo de vida do bicho-da-seda, o processo de transformação do casulo em fio, tecido e produto final, os instrumentos e as técnicas tradicionais de obtenção da seda, as obras de arte e os objetos feitos com este material e as suas potencialidades na área da saúde. O museu dispõe ainda de uma loja, onde se podem comprar produtos de seda, e de um bar, onde se pode tomar uma bebida à sombra de uma amoreira. O museu oferece também atividades educativas e lúdicas para crianças e adultos, como oficinas de pintura em seda, visitas guiadas e projeção de filmes. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h, e o preço do bilhete é de 2 euros para adultos, 1 euro para seniores e gratuito para crianças até aos 5 anos

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Igreja de Santa Maria do Castelo

A Igreja de Santa Maria do Castelo é o monumento mais antigo da cidade e a sua primeira igreja matriz. Foi construída no século XIII, dentro do perímetro da muralha defensiva, junto ao castelo. A igreja tem origem românica, mas foi muito alterada ao longo dos séculos, sofrendo danos com as invasões francesas e os terramotos. A fachada principal tem um portal renascentista e um nicho com a imagem de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira da cidade. No interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, os azulejos azuis e brancos que revestem as paredes, os retábulos laterais dedicados a vários santos e o órgão de tubos do século XVIII. A igreja alberga também um museu de arte sacra, onde se podem ver peças de ourivesaria, paramentaria, escultura e pintura religiosa. A igreja está aberta todos os dias, das 9h às 12h30 e das 14h30 às 18h30, e a entrada é gratuita

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Parque Natural do Tejo Internacional

O Parque Natural do Tejo Internacional é uma área protegida que abrange uma zona em que o rio Tejo faz a fronteira entre Portugal e Espanha. O parque engloba partes dos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão e tem uma grande diversidade de paisagens, habitats e espécies. Aqui podemos encontrar vales profundos com encostas abruptas, onde nidificam aves como a cegonha-preta, a águia-real ou o bufo-real. Podemos também observar bosques de sobreiros, azinheiras e carvalhos, prados com flores silvestres, olivais e vinhas. O parque é ainda rico em património histórico e cultural, com vestígios arqueológicos desde a pré-história até à época romana, castelos medievais, aldeias típicas e tradições populares. O parque oferece várias atividades para os visitantes, como percursos pedestres ou em BTT, escalada ou canoagem. Existem também centros de interpretação ambiental, programas educativos e formação para quem quer conhecer melhor este território. O parque está aberto todo o ano e a entrada é livre

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Cidade Velha

A Cidade Velha é o núcleo histórico de Castelo Branco, onde se concentram a maioria dos monumentos e edifícios de interesse da cidade. Aqui podemos percorrer as ruas estreitas e sinuosas, ladeadas por casas antigas, algumas com varandas de ferro forjado e janelas manuelinas. Podemos também apreciar as fachadas dos palácios e solares, que testemunham a nobreza e a riqueza de algumas famílias da cidade. A Cidade Velha é um lugar cheio de charme e de história, onde podemos sentir o pulsar da vida local e descobrir os segredos e as lendas que se escondem por detrás das pedras. Um dos locais mais emblemáticos da Cidade Velha é a Praça do Município, onde se encontra a Câmara Municipal, um edifício do século XVIII com uma torre sineira e um relógio de sol. Aqui podemos também ver o Pelourinho, um símbolo da autonomia judicial da cidade, e a Fonte do Lobo, uma fonte barroca com uma escultura de um lobo em pedra. A Cidade Velha pode ser visitada a pé, seguindo os percursos sinalizados ou com o apoio de um guia turístico.

 

Museu Cargaleiro

O Museu Cargaleiro é um espaço cultural que tem como objetivo preservar e divulgar a obra do pintor, ceramista e colecionador Manuel Cargaleiro, nascido em Vila Velha de Ródão em 1927. O museu está instalado num edifício do século XVIII, que foi restaurado e adaptado para acolher as obras do artista. O museu possui uma coleção permanente, que abrange desde os primeiros trabalhos de Cargaleiro até às suas obras mais recentes, passando pelas suas fases neo-realista, abstrata e figurativa. As obras expostas incluem pinturas, desenhos, gravuras, cerâmicas, tapeçarias e azulejos, que revelam a criatividade e a sensibilidade de Cargaleiro, bem como as suas influências culturais, desde o Mediterrâneo até ao Oriente. O museu organiza também exposições temporárias, dedicadas a outros artistas contemporâneos ou às coleções particulares de Cargaleiro, que abrangem peças de arte africana, oriental e europeia. O museu dispõe ainda de uma biblioteca especializada em arte, um auditório para eventos culturais e uma loja onde se podem comprar reproduções das obras de Cargaleiro. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (no inverno) ou das 10h às 20h (no verão), e o preço do bilhete é de 2 euros para adultos, 1 euro para seniores e gratuito para crianças até aos 12 anos.

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Centro Interpretativo do Bordado de Castelo Branco

O Centro Interpretativo do Bordado de Castelo Branco é um espaço dedicado à valorização e à divulgação do bordado típico da região, que é considerado uma das mais importantes expressões da arte popular portuguesa. O centro está localizado na antiga Casa dos Magistrados, um edifício do século XVIII que foi recuperado para este fim. O centro possui uma sala de exposição permanente, onde se podem ver vários exemplares de colchas bordadas em seda sobre linho branco, com motivos florais e animais inspirados na natureza e na cultura oriental. As colchas são datadas desde o século XVII até à atualidade e mostram a evolução técnica e estética deste bordado. O centro possui também uma sala de exposição temporária, onde se podem ver outras peças bordadas com esta técnica, como lenços, toalhas ou almofadas. O centro oferece ainda atividades educativas e formativas para quem quer aprender ou aperfeiçoar esta arte ancestral. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 18h (no inverno) ou das 10h às 20h (no verão), e o preço do bilhete é de 2 euros para adultos, 1 euro para seniores e gratuito para crianças até aos 12 anos.

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O que visitar em Castelo Branco: conclusão

Castelo Branco é uma cidade que tem muito para oferecer aos seus visitantes, desde o seu património histórico e cultural até à sua paisagem natural e gastronomia. Neste artigo, mostramos-te 10 lugares que não podes deixar de ver e visitar em Castelo Branco, mas há muito mais para descobrir nesta cidade encantadora.

E agora, voltamos à pergunta que te fizemos no início: sabes qual é a origem do nome Castelo Branco? Segundo a lenda, o nome deve-se a um cavaleiro templário chamado Rui Fernandes, que teria construído o castelo no século XIII. O cavaleiro teria pintado o castelo de branco para se distinguir dos outros castelos da região, que eram vermelhos ou negros. Outra versão diz que o nome se deve à cor da pedra calcária usada na construção do castelo, que era branca. Qualquer que seja a verdade, o certo é que Castelo Branco é uma cidade que vale a pena conhecer e explorar. Esperamos que tenhas gostado deste artigo e que te tenhamos inspirado a visitar Castelo Branco. Até à próxima!

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